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Aumenta número de indigentes enterrados em AL

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De janeiro a junho deste ano, 116 pessoas foram enterradas como indigentes em Alagoas. O número corresponde a cerca de 75% do total de indigentes sepultados em todo ano passado, quando foram arquivados 154 registros dessas mortes. Os dados do primeiro semestre deste ano mostram que, em Maceió, foram 92 indigentes (somente 13 deles identificados); enquanto no IML de Arapiraca, no mesmo período, 24 corpos foram enterrados como indigentes, todos sem identificação. Os números mostram que, em média, foram sepultados 19,3 indigentes por mês, nos seis primeiros meses de 2017. O número é maior que a média dos dois anos anteriores. Em 2015, quando o Estado enterrou 152 indigentes, a média foi de 12,6 por mês. Em 2016, quando foram 154 indigentes, essa média subiu um pouco, passando para 12,8 sepultamentos/mês. A estatística da Perícia Oficial do Estado de Alagoas, divulgada ontem, mostra que, de 2015 até junho último, 422 indigentes foram sepultados no Estado. Destes, 315 estão arquivados no Instituto Médico Legal Estácio de Lima (IML/Maceió), e 107, no Instituto Médico Legal Edvaldo Castro Alves (IML/Arapiraca). Segundo o coordenador-geral de serviços funerários Rogério Barros, da Prefeitura de Maceió, todos os sepultamentos são orientados pelo IML, que, quando necessita, exuma corpos enterrados há mais de três anos para novos sepultamentos. ?Dependendo do número de vagas que precisa, o pessoal do IML faz a exumação, cadastra as informações e coloca o material no ossuário?, explica. Cada um dos mortos recebe um número antes de ser arquivado, para que, se eventualmente a família aparecer, esse material seja identificado. Em Maceió, os indigentes, com ou sem identificação, são enterrados no Cemitério Municipal Divina Pastora, no bairro do Rio Novo.

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