Cidades
Estado registra o 7º encalhe de jubarte este ano
Mais uma baleia-jubarte encalhou no litoral alagoano, na manhã de ontem, na foz do Rio Niquim, na Barra de São Miguel. Equipes do Instituto Biota de Conservação foram ao local para detectar as causas do encalhe. O animal não resistiu e morreu. Este é o sétimo encalhe de jubarte registrado em menos de dois meses no Estado. O mais recente ocorreu no final do mês de agosto, em São Miguel dos Milagres. Recentemente, a bióloga Waltyane Tenório explicou que uma série de fatores está sendo investigada como causas dos encalhes ocorridos no Brasil nos últimos meses. Ela destaca que a hipótese que vem sendo muito debatida é a influência das mudanças climáticas. ?O aquecimento global tem alterado a disponibilidade de krill ? um pequeno crustáceo que é o alimento da espécie ? na Antártida. Isso pode fazer com que os animais cheguem no Brasil mais fracos, já que não tiveram muito alimento. E as fêmeas, por estarem mais fracas, não conseguem amamentar e cuidar dos filhotes?, esclareceu. Em 2017, já foram registrados 23 casos de mamíferos aquáticos encalhados no litoral alagoano. Mas, o que vem chamando a atenção, não só em Alagoas, como também no Brasil, são os números envolvendo baleias da espécie jubarte. Desde que foi fundado, em 2009, o Instituto Biota de Conservação nunca registrou tantos casos. Só este ano foram 7 registros de jubarte encalhadas, das quais cinco foram encontras mortas, e as outras duas, com vida. Segundo o presidente do Instituto Biota, Bruno Stéfanis, as jubartes habitam em todos os oceanos, e assim como outras espécies, fazem uma migração anual. Durante o verão, elas se dirigem para águas polares para se alimentar e, no inverno, migram para águas tropicais e subtropicais, como é o caso do Brasil, para acasalar e procriar. * Sob supervisão da editoria de Cidades.