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Sexo e imaginação andam juntos

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As redes sociais amanhecem trazendo postagens sobre o Dia do Sexo. A data, comemorada hoje, foi proposta originalmente em novembro de 1935, por um grupo chamado ?Círculo Brasileiro de Educação Sexual?, para incentivar o debate sobre a prática sexual da época. Mas foi em 2008, com a campanha de marketing de uma marca de preservativo masculino, que a data se popularizou, inclusive pelo duplo sentido na soma do dia (6) com o mês (9). A campanha do Dia do Sexo teve grande repercussão e fez as vendas de camisinhas aumentarem no País. Do mesmo modo, os sex-shops aproveitam a onda para também aumentar suas vendas. Em Maceió, uma família inteira que tem sua renda do comércio de produtos eróticos aposta que o movimento será expressivo nesta quarta-feira, 6. Embora ressalte que é no Dia dos Namorados, considerado ?o Natal dos sex-shops?, que a atividade realmente ?bomba?, a empresária Francielle Alves, especialista em orientação sexual, diz que o Dia do Sexo é sim um estimulador do consumo de produtos eróticos. Em sua loja, no centro de Maceió, a média é de 30 clientes ao dia, número que pode aumentar em até 30% em datas que repercutem nas redes sociais. Segundo ela, o público que frequenta sex-shops é formado por pessoas de muita imaginação e sem preconceito. ?Primeiro, é preciso esclarecer que sexo é saúde, é uma necessidade humana. Temos clientes variados, da mulher que vem por indicação de ginecologista, àquela que vem junto com o marido em busca de acessórios que vão apimentar a relação?, afirma ela. A jovem, formanda em Psicologia, trabalha na loja da família há 10 anos, tempo em que viajou em busca de informações sobre novos produtos, fez vários treinamentos e cursos para entender os desejos do consumidor de produtos eróticos. É com tranquilidade que ela fala desse comércio e de seus clientes. A maioria da clientela, cerca de 80%, é formada por mulheres. ?Algumas chegam tímidas e saem sorridentes. Há ainda aquelas que confessam nem saber o que é o orgasmo, como outras que revelam ter muito prazer usando a imaginação e os acessórios?, revela Francielle, que trabalha ao lado da mãe, responsável por receber os clientes, e do pai, que cuida das finanças da empresa. Uma das clientes é H.M.B., viúva, aposentada, 60 anos. Com naturalidade, ela se dirige a Vera Lúcia, 47 anos, proprietária da loja, e pergunta pelas novidades. E diz que não se incomoda de responder a perguntas sobre o uso de artigos eróticos. Sua única exigência é não ser fotografada, pois tem ?amigas muito conservadoras? que poderiam censurá-la se soubessem de seus ?brinquedinhos?, como ela chama vibradores e outros pequenos acessórios que usa ?sozinha e com parceiros?.

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