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Abar critica inefici�ncia do transporte regular

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FÁBIA ASSUMPÇÃO O presidente da Associação Brasileira de Agências de Regulação (ABAR), Zevi Kann, afirmou, ontem, que o crescimento dos transportes alternativos em todo o País é reflexo de um serviço ineficiente das concessionárias de transporte regular. Zevin Kann participou do II Fórum Nacional de Transporte Intermunicipal de Passageiros, promovido pela ABAR e Agência Reguladora de Serviços Públicos de Alagoas (Arsal), no auditório do Hotel Ponta Verde. Segundo Kann, a Agência Nacional de Transportes (ANT) vem buscando parcerias com os Estados, para descentralizar a fiscalização dos serviços de transportes interestaduais. Em todo o País, existem 15 agências reguladoras dos transportes. Na abertura do Fórum, o governador Ronaldo Lessa assinou dois decretos que regulamentam os serviços de transportes das concessionárias (empresas regulares de ônibus intermunicipais) e complementares (os chamados alternativos). Zevi Kann explicou que o principal objetivo do fórum é a troca de experiências entre as várias agências reguladoras de transportes intermunicipais. Ele aproveitou para rebater as críticas feitas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, sobre o funcionamento das agências reguladoras. Atualmente, no Brasil, existem 25 agências, 20 delas associadas à ABAR. ?As agências foram criadas para fazer a regulação e fiscalização dos serviços, mas não cabe a elas fazer as leis e nem definir as diretrizes políticas dos serviços?. No caso das tarifas, Kann pondera que as agências apenas fazem cumprir o que determinam os contratos de concessão. ?Até agora, o governo não demonstrou nenhuma intenção de rever esses contratos?. Levantamento Segundo a engenheira da Coordenação de Transporte da Arsal, Karina Perdigão, existem, hoje, no Estado, cinco empresas de ônibus intermunicipais, com 92 linhas de operação. A estimativa é que existam mais de 800 carros fazendo o transporte complementar. Segundo Karina, o número real de transportes complementares, em Alagoas, será conhecido com a conclusão de um levantamento que está sendo realizado por uma instituição de pesquisa (Coppe) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), que firmou convênio com a Arsal. O resultado desse levantamento deve ser apresentado em três meses e, a partir daí, o governo vai estabelecer um contrato para operação desses transportes complementares. Karina ressalta que esse estudo vai mostrar as áreas onde existem deficiências no transporte intermunicipal e há necessidade de operação dos complementares. E, de antemão, antecipa que nem todos os complementares serão regularizados.

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