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TRATADA COMO LIXO, CASCA TEM ALTO VALOR COMERCIAL
O Sururu é a fonte mais fácil de trabalho, renda e de alimentação para a própria família do marisqueiro. Porém a casca do molusco gera mais de quatro mil toneladas de lixo/dia e um prejuízo para os cofres municipais de R$ 1,5 mil/dia. A prefeitura está desenvolvendo um projeto que vai reaproveitar também este tipo de lixo. O objetivo é transformar tudo através do projeto Sururu de Capote. O filé do molusco é um dos principais pratos da cozinha alagoana. A casca será triturada para se transformar em adubo, corretivo de solo, em olarias ? para reduzir o peso do tijolo e outros produtos, e inclusive para atender à indústria farmacêutica. O projeto está sendo desenvolvido pela Slum. Já está funcionando um ecoponto de casca de sururu na margem da lagoa. Dali o resíduo é levado para a unidade de beneficiamento que está sendo construída na área do aterro sanitário da cidade. Hoje, o marisqueiro é visto por setores da prefeitura como o grande empreendedor da cidade. Porque envolve uma cadeia de trabalhadores sem estrutura, sem formação profissional, sem instrução (a maioria é analfabeto), que encontrou na retirada do molusco a forma digna de sustentar a família. Mas o trabalho é insalubre, artesanal e a cadeia funcional não oferece qualidade no produto final. No ano que vem a situação deve mudar. Fontes da prefeitura confirmaram para a Gazeta que o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) disponibilizou recursos da ordem USS 1,2 milhão para ser implantado no entorno da lagoa um projeto de desenvolvimento sustentável voltado para a cadeia do sururu. Tanto que a prefeitura contratou o Instituto Brasileiro de Desenvolvimento de Sustentabilidade (IBDS) para fazer o estudo de viabilidade econômica da cadeia do molusco.