Cidades
CRISE ECONÔMICA AJUDA A EXPANDIR FAVELIZAÇÃO
O trecho da orla do Dique Estrada é a maior cicatriz social de Alagoas, reconhecem setores da prefeitura como a própria Superintendência de Limpeza Urbana de Maceió (Slum), que recolhe das margens da Lagoa Mundaú quatro toneladas diárias de lixo e de casca de sururu, operação que tem custo de R$ 1,5 mil/dia. Moradores de outros bairros também consideram a área como ?terra de ninguém? e transformam a região em depósito de lixo, de restos de metralha, em ponto de tráfico de drogas e de prostituição, reclamam as autoridades e os moradores das favelas Em meados dos anos 80, a região chegou a ser revitalizada pelo governo do Estado, recebeu projetos urbanísticos e habitacionais para pescadores e marisqueiras que viviam em barracos. Dez anos depois, ocorreram novas tentativas de urbanização da orla lagunar. As pessoas que resistiam em barracos na beira da lagoa ganharam casas em conjuntos habitacionais na parte alta da cidade. Na época, a Gazeta mostrou que as tentativas de urbanização fracassaram e revelou casos de mutuários que, sem alternativa de trabalho, trocaram casas que ganharam por bicicleta, televisor e reconstruíram barracos onde haviam sido retirados.