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Juiz cobra segurança em presídios

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A fuga em massa no início deste mês pode ter sido sinal de que uma medida urgente deve ser tomada pelos gestores públicos no sistema prisional alagoano. Os números não batem e o resultado é a insegurança. São apenas 40 policiais militares para dar conta de mais de 600 detentos, parte deles integrante de grupos criminosos. Essa é a realidade apresentada pelo juiz José Braga Neto, da Vara de Execuções Penais, sobre o Presídio de Segurança Máxima 2 (PSM2), de onde fugiram doze na última sexta-feira, 8, após serrarem grades da unidade. Na avaliação do juiz Braga Neto, o governo do Estado precisa contratar pessoal para os presídios, especialmente o de Segurança Máxima, onde trabalham apenas policiais militares. Não há efetivo para reforçar a segurança, e isso deixa numa situação de vulnerabilidade quem está dentro e fora do sistema prisional. Segundo o magistrado, o PSM2 é uma unidade segura, mas o que está acontecendo lá é que há mais de dois anos vem se arrastando uma licitação para administrar aquela unidade prisional, a exemplo do que acontece no Agreste de Alagoas. ?Aí, com essa rivalidade de facções criminosas, então a unidade teve que ser ocupada às pressas. São 40 PMs para tomar conta dessa unidade. Isso é humanamente impossível. Isso é inadmissível?, diz. ?Ou se faz concurso ou faz aquelas contratações autorizadas pelo Ministério do Trabalho. Tem que se colocar pessoas lá. Sem dúvida alguma, corre grande risco que ocorram outras fugas. O que tem que se fazer é acelerar o processo licitatório, para que seja feita a cogestão, como acontece atualmente no Presídio do Agreste?, acrescenta Braga Neto.

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