Cidades
Venda de crianças é recorrente
No último dia 3 de setembro, o Conselho Tutelar foi acionado por uma funcionária de uma maternidade no bairro do Poço para apurar uma suposta venda de bebê na unidade. Segundo a funcionária, a mãe iria vender o próprio filho por R$ 500. O ?negócio? só não foi fechado porque o conselheiro tutelar Márcio Pessoa foi até a maternidade e conseguiu impedir que a suposta venda fosse concretizada. Ele abrigou o recém-nascido e o levou para uma instituição. Reportagem da jornalista Michelle Farias, do G1 Alagoas, revela que casos assim não são raros e acontecem há gerações, apesar de o Conselho Tutelar não ter dados sobre vendas de crianças porque essa prática é registrada como abandono. O caso do último dia 3 ainda aguarda um desfecho. ?As mulheres estavam prontas para deixar a unidade, mas a enfermeira que denunciou o caso foi esperta e conseguiu segurar as duas com uma falsa documentação pendente. Questionei as duas e elas contaram versões diferentes. Foi quando peguei o bebê e disse que elas procurassem o conselho. Até hoje, nenhuma apareceu?, diz Márcio Pessoa. De acordo com o conselheiro tutelar, a venda de bebês normalmente é feita assim que as mães deixam as maternidades. ?É muito forte falar dessa forma, mas essas crianças já foram negociadas previamente e a mãe foi acompanhada durante o processo. Os profissionais das unidades de saúde já estão preparados e reconhecem essas situações. Normalmente, as gestantes apresentam documentos falsificados ou de outra pessoa?, explica ele.