Cidades
Historiador ressalta legado de personalidades alagoanas
O professor Álvaro Queiroz, historiador, avalia que Pontes de Miranda é o ?vulto de maior expressão? nestes 200 anos de existência de Alagoas enquanto território independente. ?Produziu uma obra enciclopédica na área jurídica. Nasceu em 1892 e morreu em 1979. Até hoje é estudado no Brasil e no exterior. É referência para juristas no Brasil e no exterior?, avalia. O jurista, filósofo, matemático, advogado, sociólogo, professor universitário, magistrado e diplomata deixou um ?gigantesco? legado do qual ?todo alagoano deveria ter imenso orgulho?. Deveria? Sim. No sentido de obrigação mesmo. ?A gente precisa preservar a nossa memória histórica. Infelizmente, vivemos num Estado onde pouco se preserva a memória?. Para o historiador, autor do livro Episódios da História de Alagoas, esse desconhecimento explicaria por que grande parcela dos alagoanos ?tem baixa estima em relação a sua terra?. O desconhecimento histórico ? ?perpetuado pela ausência quase completa do ensino de história alagoana em escolas públicas e privadas? ? não seria nada benéfico ao Estado. ?Geralmente, não se ensina nossa história nas escolas públicas e privadas. Há exceções, é bem verdade?, pontua o professor. ?Como é possível amar o que não se conhece??, alfineta. Ele defende que haja ?mais apreço? pela história local. Só assim, acrescenta, as atuais e futuras gerações dariam a devida importância às denominações de logradouros públicos. Como exemplo, menciona a estátua na Praça do Centenário. ?Quem é??, pergunta. ?Trata-se do general Gois Monteiro, alagoano que lutou na revolução de 1930 (na era Vargas)?, responde.