Cidades
População ainda sofre sem acesso à assistência médica
Em 200 anos de história, Alagoas ainda não conseguiu proporcionar uma assistência médica adequada a todos os seus cidadãos, avalia o médico pediatra Milton Hênio. ?Avançamos tecnicamente, mas muita gente sofre sem acesso à assistência médica. Os idosos, por exemplo, são um público que precisa de muito mais assistência?, alerta. O pediatra diz que 54 anos atrás, quando começou a exercer a medicina, o alagoano tinha mais qualidade de vida. Não sofria, segundo ele, de problemas muito comuns nos dias atuais. ?Na emergência, chegava um enfartado a cada três meses. Hoje, a gente vê paciente com problema cardíaco buscando ajuda hospitalar toda semana?, compara Milton Hênio. A vida corrida, a ingestão de alimentos industrializados e o excesso de preocupação são algumas das razões pelas quais o alagoano adoece mais, atualmente, em sua opinião. ?Vivíamos mais felizes?, diz, numa referência ao início da década de 1960, quando Maceió tinha pouco mais de 60 mil habitantes e apenas 18 médicos à disposição da população. ?A medicina era mais humanizada e a gente festejava o quantitativo de cirurgias realizadas na capital?, recorda-se, enfatizando o pioneirismo de inúmeros médicos.