Cidades
Justiça resgata papel na História
A história da Justiça alagoana se entrelaça com o desenvolvimento da sociedade. Neste sentido, conhecer o passado é uma necessidade que se impõe a quem espera os avanços do futuro. Na data em que o Estado comemora o 200º aniversário de sua Emancipação Política, o passado do Poder Judiciário de Alagoas e das instituições que formam a Justiça ressurge como a apontar os novos caminhos que serão seguidos na direção do desenvolvimento social e econômico pelo qual todos anseiam. O trabalho de resgate da história do Judiciário alagoano, da ata de fundação do Tribunal de Justiça, em 1892, à informatização de todas as comarcas judiciais, está nas mãos do historiador e juiz titular da 2ª Vara Cível de Penedo, Claudemiro Avelino de Souza. Em 1989, o Judiciário se fortalece com a criação do Ministério Público Estadual, instituição que, quase três décadas depois, se consagra como guardiã do interesse público e de defesa da cidadania. Há que se admitir que ainda é longo o caminho para que os alagoanos disponham, igualmente, de uma Justiça célere, capaz de estender seus benefícios e rigores indistintamente a todo cidadão. Também não se pode negar que a descrença ainda tem fôlego para espalhar suas sombras da periferia da capital, onde milhares vivem excluídos, aos rincões sertanejos onde muitos clamam por seus direitos. Porém, a despeito das necessidades, prementes, de muitos, os 200 anos da emancipação chegam para reacender a esperança dos alagoanos num futuro onde haja paz e justiça social.