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Ativistas criticam a ‘cura gay’

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Os coletivos LGBTs em Alagoas estão em alerta com a determinação da Justiça Federal que abre espaço para uma versão similar da controversa ?cura gay?. A deliberação permite que psicólogos emitam orientações sobre a sexualidade segundo suas próprias considerações ideológicas. Os coletivos em Alagoas não só criticam a liminar, como atentam que, no Estado, pessoas LGBTs já foram abordadas por profissionais a ?reverem a sexualidade?. A decisão proferida pela Seção Judiciária do Distrito Federal, na última sexta--feira, 15, atende a um grupo de psicólogos contrários à Resolução 01/99, do Conselho Federal de Psicologia. Enquanto a Resolução do Conselho encaminha, entre outros acordos, a despatologização da homossexualidade, a ação popular cria margem de interpretação que possibilita uso de terapias de ?reversão sexual?. A determinação foi recebida com susto e pesar por ativistas do Coletivo Rosas do Asfalto. ?Estávamos realizando uma marcha pelos direitos das pessoas LGBTs quando recebemos essa informação e ficamos bem assustados. Eu tinha ouvido falar da ação popular, mas achei que não iria ter andamento por ser tão absurda. Quando cheguei em casa, fiquei muito triste, porque é um retrocesso de uma luta que a gente vem travando há vários anos. É muito triste que nós, que somos homossexuais, transexuais, travestis sejamos tratados por alguns profissionais como seres doentes?, comentou o estudante Adson Correia. O pedagogo e integrante do Coletivo Quilombo Púrpura, Luciano Amorim, também reflete sobre as investidas dos profissionais que culminaram com essa decisão. ?A resolução do Conselho deu a possibilidade de discutir as identidades de gênero e a sexualidade sob uma via ampla para esses profissionais, via Conselho. Porém, em espaços que possuem abertura para discutir questões relativas às humanidades, também há espaço de disputas de pensamentos de como lidar com a questão de identidade e diferença?, reflete o pedagogo. Segundo o militante, o campo da psicologia é permeado por um histórico de criação de estereótipos e patologização dos corpos LGBTs. ?Desta vez, acontece através dessa determinação da Justiça Federal, que traz vários ciclos de interpretação, e um deles é a ideia de que o profissional pode dar, como achar melhor, a orientação para o sujeito que está sendo acompanhado?, considera.

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