Cidades
Entidades vão ao MP e à OAB contra catracas em ônibus
Reclamando que está quase impossível o acesso de portadores de necessidades especiais ao transporte coletivo de Maceió, entidades de representação desse segmento da população denunciaram a situação ao Ministério Público Estadual e à Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/AL). A imobilidade de cegos, de mães de pessoas com paralisia cerebral, idosos, crianças e de obesos tem como causa a catraca implantada nos ônibus. O equipamento, reclamam as entidades, dificulta quase completamente a passagem. ?Até mesmo quem não tem deficiência, mas está carregando alguma sacola, está com problemas?, disse, ontem, o presidente da Associação dos Deficientes Físicos de Alagoas (Adefal), João Teixeira, que liderou a marcha em busca do apoio do MP e da OAB. A entidade pediu uma audiência com o superintendente municipal de Transportes e Trânsito, Antônio José de Moura, para discutir o que Teixeira chamou de ?falta de acessibilidade?. Ele discorda da manifestação da SMTT/Maceió, de que, em casos especiais, o passageiro que enfrentar dificuldade para passar pela catraca poderá entrar no ônibus pela porta traseira. Como argumento, João Teixeira reclama que ainda há muitos casos em que o passageiro idoso, obeso e deficiente é deixado na parada de ônibus porque o motorista não para. ?Se o deficiente tiver sozinho no ponto, acontece muito do ônibus passar direto. Imagine se o motorista vai abrir a porta!?, exclama. Ele diz que os segmentos prejudicados não querem ?um jeitinho?, mas uma solução adequada. Teixeira reclamou ainda que, para implantar as catracas, a SMTT deveria ter ouvido o Conselho Municipal da Pessoa com Deficiência. ?Por isso, além da denúncia no MP e na OAB, pedimos um encontro com o superintendente de Transportes, para que possamos discutir os pontos que nos prejudicam?, afirmou.