Cidades
Grupo faz protesto contra a cura gay
Cerca de 100 jovens se reuniram nessa sexta-feira, 22, na Praça Deodoro, no Centro, em Maceió, num protesto contra o que se popularizou chamar de ?cura gay?. Estudantes de escolas públicas e de instituições federais de ensino foram mobilizados por um movimento denominado ?Stonewall vive?, para condenar a decisão do juiz federal Waldemar Cláudio de Carvalho, da 14ª Vara do Distrito Federal, que assinou a liminar contra a decisão do juiz federal que impede, em caráter liminar, a punição de profissionais que oferecem tratamento de reversão sexual. O movimento reúne grupos LGBTs diversos, entre eles o Coletivo LGBT Comunista, Coletivo Rosas de Asfalto, Coletivo Quilombo Púrpura, Afronte e Levante Popular. ?Nosso ato é para envolver e conscientizar a população de que não existe cura gay, e que não podemos aceitar qualquer ação que se destine a reorientação sexual?, disse Leo Santos, 19 anos, um dos organizadores da manifestação. O jovem explicou que o nome do movimento é uma referência ao bar Stonewall Inn, localizado no bairro de Greenwich Village, em Nova York, nos Estados Unidos, um reduto LGBT, invadido pela polícia, em 1960. A revolta dos frequentadores é considerada o início do movimento moderno de libertação gay e da luta pelos direitos LGBTs. Com o ato na capital alagoana, os jovens LGBTs maceioenses se inseriram na polêmica sobre a decisão do juiz brasiliense, que concedeu uma liminar tornando legalmente possível que psicólogos ofereçam ?terapias? de reversão sexual, popularmente chamadas de ?cura gay?. A decisão do magistrado atendeu a uma ação movida por três psicólogos que recorreram à Justiça depois de punidos pelo Conselho Federal de Psicologia, por fazer terapia para que gays e lésbicas deixassem, supostamente, de serem homossexuais. ?Não poderíamos nos afastar dessa discussão, principalmente por ser, Alagoas, o Estado onde mais gays morrem assassinados?, disse o estudante Jean Bonifácio, 16, também membro da comissão que organizou o ato. Segundo ele, a manifestação teve caráter simbólico, é uma protesto contra supostos tratamentos de reversão sexual, e a escolha do local da concentração dos manifestantes, a sede do Tribunal de Justiça de Alagoas, foi por ter sido a ?cura gay? um ato do Poder Judiciário.