Cidades
Movimento pela regulação do uso de psicotrópicos cresce no Estado
A busca por políticas públicas e legislação efetiva no combate ao tráfico de drogas se mostra, no mínimo, um desafio em todo o País. As soluções são disputadas por vários setores da sociedade e o objetivo comum de acabar com o tráfico polariza, finalmente, duas perspectivas. A primeira delas é a mais disseminada, e parte da defesa de se manter ou aumentar a repressão contra o tráfico. Por outro lado, tem crescido em Alagoas um movimento que defende a regulamentação da venda e do uso dos psicotrópicos. Em agosto deste ano, o portal Gazetaweb disponibilizou uma pesquisa sobre a liberalização da maconha no Brasil e recebeu mais de 22.397 votos: 68,06% votaram a favor de manter a proibição da venda, e 31,94% defenderam a legalização. As pesquisas surgem em meio ao agendamento da pauta no Congresso Nacional, com 33 projetos de lei sobre o tema. No Supremo Tribunal Federal (STF), o debate em voga foca na descriminalização da maconha para uso pessoal. Conquanto a ?guerra ao tráfico? estampe diariamente o cotidiano policial, proibir ou não proibir o uso das drogas é um debate que requer cuidados de interpretação. Para a fundadora do Fórum de Combate às Drogas, Noélia Costa, manter a proibição é uma medida ?óbvia?, na medida em que não haveria operacionalidade para uma possível liberação, por falta da política de prevenção. ?Vivemos em um Brasil sem saúde, educação, e onde as leis não são cumpridas. Como vai ser quando houver a legalização da maconha? Teremos as leis rigidamente cumpridas com o Judiciário??, questiona. ?Nós do Fórum somos contra, por uma questão de operacionalidade, porque não vai existir. As pessoas vão usar e comprar, vai aumentar o consumo de drogas e vai ser um desmantelo?, relata. ?Se você não tem política de drogas eficaz, acho que não tem sentido legalizar?. Entretanto, desde 2013 um grupo de universitários começou a fomentar uma discussão sob outro viés, formando o que hoje é o atual Coletivo Antiproibicionista de Alagoas, o Canal. Atualmente com cerca de 300 pessoas seguindo a página, os ativistas realizam atividades de discussões em que defendem o antiproibicionismo a partir da crítica sobre o atual regime proibitivo.