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Para coletivo, repressão só alcança os pobres

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Para além das questões de saúde e reabilitação, as universitárias reforçam a análise sobre as atuais operações policiais que, na avaliação do Coletivo, terminam por conduzir a uma criminalização da pobreza. ?As pessoas preferem fingir que está tudo bem. A polícia e o Estado estão trabalhando. Mas trabalhando em que sentido? Matando preto, pobre de periferia? Encarcerando esses jovens? A gente chega na terceira maior população carcerária do mundo. Se você chega para visitar uma cela, conta nos dedos de uma mão quantos brancos e pessoas de classe média tem lá dentro. A gente troca o navio negreiro por um camburão?, diz Thatiane Nicácio. O secretário de Segurança Pública, Lima Júnior, rebate a tese. ?Semana passada, apreendemos duas toneladas de maconha em uma plantação, e nem foi no Aldebaran, nem na periferia?, menciona. ?A secretaria tem uma posição firme e muito clara de que a Segurança Pública trabalha para o povo alagoano e, independentemente de quem praticar o crime, irá responder por ele, more na parte nobre ou na parte periférica?. O secretário considera, ainda, que a legislação tem sido benevolente com os crimes. ?Para deixar alguém preso por um período significativo, tem que estar envolvido em tráfico de médio e grande porte. Nós prendemos todos os dias traficantes de pequeno porte e o tempo de custódia é muito curto?, afirma.

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