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Profissionais jovens correm maior risco de cometer falhas

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Boa parte dos pacientes ? ou familiares ? prefere mover uma ação por danos morais para tentar reparar, de alguma maneira, os prejuízos causados por um ato do médico considerado inadequado. Outros procuram a entidade que representa os especialistas para buscar um castigo. Quando isto acontece, é prática rotineira se abrir um procedimento de apuração, em caráter preliminar, para se buscar indícios de infração. ?Quando estes indícios aparecem, um processo é aberto e, de forma gradativa, os fatos são investigados, obviamente obedecendo aos trâmites previstos em lei, com apuração rigorosa e com direito à ampla defesa e respeitando o contraditório?, explica o presidente do Cremal, Fernando Pedrosa. Para ele, o despreparo técnico-científico é a principal causa dos erros cometidos por médicos. E os profissionais mais novos encabeçam a lista dos mais atrapalhados. De acordo com o conselho, a maior parte dos episódios inadequados teve um especialista com menos experiência de batente. Apesar do risco à saúde por um erro cometido, o presidente do Cremal, Fernando Pedrosa, ameniza a situação e diz que a medicina não é uma ciência exata, logo passível de falhas. ?O que deve ser estabelecida é uma boa relação entre paciente, familiares deste e o médico. O diálogo é fundamental para estreitar os laços. Assim, em caso de um insucesso, o quadro não se transformará em uma crise. Estas acontecem justamente porque alguns profissionais se esquivam de enfrentar a realidade e se aproximar dos parentes e do próprio paciente?, avalia Pedrosa.

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