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Cada vez mais pessoas buscam solucionar questões na Justiça

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A Gazeta de Alagoas conversou com o defensor público Fernando Rebouças, que é do Núcleo de Causas Atípicas da Defensoria Pública do Estado (DPE). Ele relata que os casos de erros médicos e a falta de atendimento são relativamente comuns e ultimamente tem aumentado a procura no órgão para formalizar denúncias. ?Aqui na Defensoria a gente tem dois núcleos que atendem esses casos ? do consumidor e de causas atípicas. Neste ano tivemos seis casos. O principal problema é decorrente da demora no tratamento. Tem caso de mães que perderam filhos ou a criança nasceu com algum problema e, em segundo caso, estão erros de procedimentos ou de diagnóstico, que levam a lesões e cicatrizes?, conta Fernando Rebouças. Ele conta que, em um dos casos, uma dona de casa que foi orientada pelo médico a retirar os ovários que acabou descobrindo, durante procedimento cirúrgico, que não tinha nenhum problema. ?Aquela pessoa que se sentir lesada, achar que houve erro médico, ela pode, primeiramente, fazer um relato, procurar delegacia para fazer boletim de ocorrência. Pode fazer denúncia no Conselho Regional de Medicina e, se quiser, na Defensoria Pública também. O que ela puder angariar de documentação, principalmente o prontuário médico?, explica Fernando Rebouças. Sobre o seguro que protege a prática médica, o defensor Rebouças avalia que é uma alternativa para que cada categoria possa se resguardar, mas o profissional não pode se eximir da responsabilização criminal ou ética, por exemplo.

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