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Multidão lota santuário para fazer orações, pedidos e agradecimentos

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O seminarista André de Queiroz Albuquerque, que mora no Santuário da Virgem dos Pobres, explicou que no local tem uma fonte aos pés da santa onde as pessoas pegam a água e acreditam no poder de cura. Atualmente mais de mil pessoas frequentam o santuário na primeira quarta-feira de cada mês em busca da água para fazer orações, pedidos e agradecimentos. Semanalmente ocorre a mesma peregrinação com menor quantidade de devotos. Nas tardes de quarta tem a Caminhada do Calvário com grupo de oração, missa e distribuição de água da fonte e sopa. Aos domingos também tem a missa das 10h que lota a pequena capela. Um das frequentadoras é a economista Ana Karina Rosner. Em 2010, ela foi a única sobrevivente de um acidente automobilístico na Avenida Fernandes Lima, próximo ao quartel da 59º Batalhão de Infantaria Motorizada. Na ocasião morreram três pessoas, entre elas seu único irmão. ?Hoje dedico minha vida à caridade, a fazer o bem e agradecer à Virgem dos Pobres por ter sobrevivido àquela situação?. Outra frequentadora regular é a dona de casa Vanúzia Gomes. Ele se trata de problemas neurológicos com medicação e a água da fonte. Faz orações constantemente porque há seis meses tenta voltar ao mercado de trabalho e não consegue. A dona de casa Maria Anunciada, mãe de três filhos, diz ter dores fortes no corpo. Há dois anos, depois de ter sido picada pelo mosquito Aedes aegypti foi diagnosticada com chikungunya. Além de medicação, consome a água benta do santuário. ?Esta água é sagrada porque a dor só alivia depois que bebo um gole dela?, acredita a mulher, sem deixar de consumir os remédios receitados pelos médicos. ?Os remédios funcionam. Mas a água protege o meu corpo?, acredita Maria, que como a maioria dos devotos leva a água para casa em garrafas. No mural da capela há muitas placas de carros de pessoas que sofreram graves acidentes, foram desenganadas pelos médicos e sobreviveram. Em forma de agradecimento, elas colocaram as placas dos carros e bilhetes em agradecimento às superações que conseguiram. O santuário é o mais antigo da cidade, tem mais de 40 anos. O santuário da Divina Misericórdia (o antigo Papódromo) é outro administrado pela Arquidiocese de Maceió que começa a receber fiéis. Mas, em quantidade menor. A cúpula da Igreja Católica só reconhece dois santuários como diocesanos. Os outros, como da Gruta de Lourdes, não têm o título de santuários arquidiocesano. A manutenção dos pontos de devoção reconhecidos são garantidos pela Igreja. Os outros dependem das paróquias, da boa vontade das comunidades e dos governos estadual e municipal, explicou o seminarista André. O santuário Virgem dos Pobres neste momento passa por uma reforma com objetivo de oferecer melhor conforto, área coberta e o arcebispo dom Antônio Muniz estuda a possibilidade de ampliá-lo.

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