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Pre�o do pescado vai subir na Semana Santa

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Noventa por cento do pescado comercializado em Alagoas vem de outros Estados, um dos principais motivos para que o preço do produto tenha uma elevação ainda maior no período da Semana Santa. Mas nem mesmo a chegada do período de maior venda de peixes está animando os empresários do setor. O empresário Djalma Gomes, proprietário de uma câmara frigorífica no Mercado da Produção, afirma que nos últimos anos houve uma queda acentuada na comercialização de peixes, principalmente por causa do preço. Segundo ele, a maior parte do peixe vendida no Estado vem de Pernambuco, como arabaianas, cavalas e dourados. Gomes enfatizou que o enfraquecimento da economia alagoana reflete também na venda de peixes. Além disso, ele afirma que não há uma indústria forte de pescado em Alagoas. O empresário que já chegou a comercializar 12 caminhões de peixes (equivalente a 30 toneladas cada um), para este ano encomendou apenas um. E mesmo assim se mostra arrependido. ?Ninguém compra nada?, lamenta Gomes, que fornece peixes para mercados na capital e no interior, hotéis e restaurantes. Sobre os preços, ele admite que deverá haver reajuste próximo à Semana Santa. Hoje, o quilo da arabaiana está sendo encontrado no Mercado da Produção a R$ 9,50. Poluição Os pescadores afirmam que tanto nas lagoas quanto na costa do litoral alagoano a quantidade e variedade de espécies estão em baixa. No caso das lagoas, a poluição é apontada como principal motivo pela pequena reprodução de peixes. A pesca predatória, financiada por pessoas de alto poder aquisitivo, também contribui para a escassez do pescado. O peixe pescado na Mundaú, garante a categoria, não tem sido suficiente nem mesmo para alimentar a família dos pescadores.

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