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F�rum: pre�o da tarifa de coletivos afasta usu�rio

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BLEINE OLIVEIRA O secretário nacional de transportes do Ministério das Cidades, José Carlos Xavier, disse, ontem, em Maceió, onde participa do II Fórum Intermunicipal de Transportes de Passageiros, que as tarifas de ônibus são muito caras e afastam o usuário do sistema de transporte coletivo. Por isso, o governo federal pode criar subsídios para garantir a locomoção dos usuários, com a ampliação, por exemplo, do programa de vale-transporte. Esse é um dos projetos a serem estudados pela Secretaria Nacional, órgão que ainda está se estruturando, mas já tem planos para garantir a melhoria das condições de acessibilidade nas áreas urbanas. Segundo declarações do secretário José Carlos Xavier, em entrevista ao programa Bom Dia Alagoas, da TV Gazeta, o objetivo da secretaria é definir as diretrizes do governo para o setor de transporte nas cidades brasileiras. Significa que os estados e municípios poderão conseguir recursos federais para implantar projetos nas áreas de trânsito, transporte, acessibilidade e adaptação às necessidades dos portadores de deficiência. Para este ano, ressalta o secretário, não há recursos previstos no Orçamento da União, elaborado ainda na gestão anterior que, segundo José Carlos, não tratou das questões relacionadas ao transporte urbano. Mas a secretaria vai buscar no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e organismos internacionais as verbas para implantar as políticas definidas para o setor. Tarifas No tocante ao preço da tarifa, o secretário ressaltou que o objetivo do governo Lula é adotar políticas de cidadania e inclusão, implantando projetos que barateiem o valor para o usuário. O preço do diesel, um dos mais caros componentes da planilha de custos do sistema, também será discutido pela Secretaria Nacional de Transportes, de modo a adequar o preço da tarifa de ônibus às necessidades de deslocamento da população. O secretário José Carlos Xavier fez, ainda, rápida análise sobre o papel dos chamados transportadores alternativos. Para ele, os alternativos ou clandestinos só podem ser incluídos no sistema de transportes de passageiros se prestarem um serviço de qualidade, adequando-se a normas estabelecidas em regulamentação própria de cada Estado ou município. ?Um serviço realizado de forma autônoma e pulverizada não é compatível com o modelo de transporte planejado. Afinal, transporte público não pode ser tratado como um negócio individualizado?- - afirmou o secretário.

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