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‘Cura gay’ é alvo de indignação

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Além das dificuldades diárias enfrentadas pela comunidade LGBTTT não só em Alagoas, mas em todo o País, uma decisão proferida neste mês de setembro pelo juiz Waldemar Cláudio de Carvalho, do Distrito Federal, causou ainda mais polêmica e provocou indignação entre muitos brasileiros. A liminar concedida pelo magistrado, na prática, torna possível, de forma legal, que psicólogos ofereçam pseudoterapias de reversão sexual, ou seja, tratem a homossexualidade como doença que precisa ser curada. Para Nildo Correia, a decisão do juiz abre brechas para que as pessoas, insatisfeitas com a orientação sexual de um membro da família, o obriguem a buscar um tratamento, mesmo contra a vontade do mesmo. ?A decisão do juiz é clara e diz que se o homossexual que se sentir no direito quiser buscar tratamento através do psicológico isso será possível. É uma opção, não é obrigatório. Mas, infelizmente, uma situação como essa abre brechas para que familiares imponham uma internação para tratamento, assim como acontecia até a década de 80. Nós sabemos que funciona assim. É uma ferramenta para reprimir a sexualidade das pessoas, para querer mexer com o psicológico dessas pessoas?, afirma o presidente do GGAL. Como resultado dessa decisão está o crescimento do medo entre a comunidade LGBTTT, que já é alvo de tanta violência. ?Eu temo pela vida dessas pessoas. Essa questão de os familiares obrigarem os homossexuais a tratarem essa questão como doença pode fazer crescer o número de suicídios. É colocar uma mordaça para que as pessoas não vivam a sua sexualidade?, fala Nildo. Ele cita ainda relatos registrados pelo GGAL datados da década de 70 e que tratam da história de uma travesti, filha de um coronel alagoano, que foi internada contra a própria vontade por várias vezes, tendo em vista que a família não aceitava a homossexualidade dela. Ao perceberem que a orientação sexual não mudaria, ela foi morta a mando dos próprios parentes.

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