Cidades
Prédios antigos do Centro põem pessoas em risco
Não é preciso esforço para perceber que, neste momento, a segurança de muita gente que circula no centro de Maceió está em risco. Basta olhar para cima das fachadas da maioria dos estabelecimentos comerciais, prédios públicos e particulares. É assustador! Parte do reboco dos imóveis e marquises já caiu ou ameaça desabar. Muitos prédios têm a estrutura de concreto com a ferragem exposta, rachaduras e a falta de manutenção é flagrante. Parte das fachadas dos prédios mais antigos de ruas movimentadas também está comprometida, precisa de manutenção. Algumas não suportaram as fortes chuvas registradas desde maio. Nos imóveis sem manutenção, o mato cresce pelas paredes e telhados. Na maioria dos estabelecimentos, trabalhadores e consumidores estão alheios ao perigo. Os dois primeiros prédios construídos no centro da cidade com dez pavimentos ? os edifícios Breda e Lobão Barreto ?, há mais de 50 anos, desafiam a sorte, esperam por obras de manutenção e de prevenção. Os acidentes registrados até agora só causaram prejuízos materiais. PREJUÍZO MATERIAL Em 2015, uma parte do reboco do Edifício Breda caiu e destruiu a dianteira de um táxi. Os proprietários dos carros que fazem ponto naquele prédio ainda lembram do susto, e hoje não escondem as preocupações. , ?Este é um prédio velho e precisa de manutenção constante. Sempre cai pedaço de reboco. Por sorte, ainda não machucou ninguém e nem causou grandes prejuízos?, disse o taxista José Carlos dos Santos. Outra situação dramática é a do Edifício Lobão Barreto, localizado na área mais movimentada da Rua do Comércio, número 436. O imóvel tem problemas na estrutura. Na parte externa é evidente a necessidade de recuperar o acabamento. Na parte dos fundos do imóvel é visível a quantidade de salas fechadas, com janelas de vidro quebradas, com a estrutura aparente comprometida e sem reboco. Os funcionários dos estabelecimentos comerciais vizinhos falam, preocupados, sobre a situação de manutenção do Lobão Barreto. A servidora pública Marluce Rocha, proprietária do imóvel que fica no número 359, da Rua do Imperador (antiga Rua do Sol) cobrou fiscalização das autoridades do Corpo de Bombeiros e da prefeitura na estrutura de segurança do imóvel.