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Mortes de policiais preocupam comissão

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A quantidade de mortes de policiais civis e militares tem preocupado a Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados. De acordo com o advogado Pedro Montenegro, assessor da comissão, foram 2.572 mortes de profissionais da segurança pública entre 2009 e 2015, e cerca de 90% delas aconteceram fora do horário de trabalho dos policiais. Em Alagoas, segundo dados da Secretaria de Segurança Pública (SSP), até agosto de 2017, foram registradas quatro mortes de policiais militares. Destes, um militar reformado, dois da reserva e um da ativa da PM que estava de folga. Já no ano passado, foram registrados 12 crimes. A estatística da SSP mostra que sete militares da ativa, que estavam de folga, dois que estavam em serviço e três militares da reserva foram assassinados em 2016. A não valorização dos policiais é apontada por Pedro Montenegro, em entrevista à Rádio Gazeta, nessa quarta-feira, 4, como a maior causa para a ocorrência dessas mortes. Para ele, uma reforma na Segurança Pública é a saída para a baixa dos índices de mortalidade de policiais. ?Esses altos índices só comprovam o fracasso desse modelo vigente da Segurança Pública no País?, afirma o advogado. Ele detalha que a lógica belicista faz com que haja a naturalização da violência perante a sociedade. ?Há a ideia de que muitos profissionais da segurança são superiores ao tempo, como se fossem super--homens, que não possuem necessidades básicas, que não podem ser protegidos. Isso faz com que a sociedade não enxergue a importância nessa profissão, que também está incluída nos direitos humanos?, expõe. Para ele, a manutenção desse cenário acontece devido à atuação, no parlamento brasileiro, de corporações defendendo interesses corporativos e não os profissionais de área. Por isso, ocorre uma paralisação da tentativa de reforma na segurança pública. ?Em qualquer país do mundo que tivesse 2.572 mortes de policiais, como aponta dados dos anos de 2009 a 2015, e tivesse 60 mil mortes por homicídio por ano, estaria tendo um grande debate para uma reforma?, salienta Pedro Montenegro. No Rio de Janeiro, estado que registra o maior índice de morte de policiais, destaca o advogado, cem policias foram mortos de janeiro até agosto deste ano. ?Imagine esses dados atualizados?, frisa Montenegro. O assessor da Comissão de Direitos Humanos e Minorias ainda recrimina os salários baixos dos policiais, a falta de uma ação voltada à saúde desses profissionais e a proibição em criar um sindicato que defenda a classe . *Sob supervisão da editoria de Cidades

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