Cidades
Maioria dos produtos comercializados vem de fora
Além da questão da falta de higiene e de segurança, a Ceasa também sofre os reflexos da crise econômica brasileira. As chuvas que caem desde maio provocaram queda de 50% na comercialização, e o custo de vida no Estado é um dos mais caros do Nordeste. Mas por que isto acontece? O presidente do Instituto de Desenvolvimento Rural e Abastecimento de Alagoas (Ideral), Helenildo Ribeiro Neto, explicou que Alagoas ainda importa quase tudo que consome. O que entra hoje na Ceasa em quantidade representativa da produção rural interna é a parte de folhosa. O Estado produz quase 100%. Alface, por exemplo, a produção interna em setembro somou 121,8 mil quilos e o Estado importou apenas 4,6 mil quilos. Colheu 886,2 mil quilos de coentro e importou 113,1 mil quilos do produto de outros estados. O restante de outros hortifrutigranjeiros, cerca de 70% vêm de estados vizinhos. O presidente do Ideral acompanha o movimento diário dos produtos distribuídos pela Ceasa. ?A maioria dos produtos vem do Sul, Sudeste e de estados vizinhos do Nordeste. Por isto, temos um custo de vida elevado?, avaliou Helenildo Ribeiro Neto.