Cidades
O Brasil ainda é um país que lê pouco, lamenta escritor
Já dando adeus à 8ª Bienal Internacional do Livro de Alagoas, o Centro Cultural e de Exposições Ruth Cardoso, recebeu, na noite dessa sexta-feira, 6, para um bate-papo, o escritor, autor de três livros e com mais de 150 mil seguidores nas redes sociais, Gustavo Lacombe, que fez questão de falar com seus fãs, admiradores e leitores sobre suas obras: Destino, acaso ou algo mais forte, O amor é para os raros e Depois da meia-noite. Em entrevista à Gazeta de Alagoas, o escritor falou um pouco sobre sua trajetória, suas inspirações e dificuldades dos autores na indústria de livros e editoras no Brasil. Com seu público-alvo formado a maior parte por mulheres, ele acredita que a literatura não seja totalmente voltada para elas, mas o fato é que são o principal público que mais consome e busca por livros. ?Penso que isso se dá pelo fato de ainda existir certo preconceito em relação aos homens lerem romance, então o mercado conseguiu identificar seu grupo-alvo e os autores apostam nisso?, explicou Lacombe. Escritor autônomo e com o nome ganhando espaço no Brasil, ele tem a meta de chegar aos dez mil livros vendidos, o que para um autor independente é considerado um número razoavelmente satisfatório e sinônimo de sucesso. Ao ser perguntado sobre a indústria da literatura no Brasil, se mostrou um pouco decepcionado, ?viver de livro no Brasil é muito difícil, pois ainda é um país que lê pouco, existe uma certa resistência das pessoas em procurar e aceitar que livro é cultura?, ressaltou o autor. *Sob supervisão da editoria de Cidades.