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Comerciantes cobram agência bancária e reforço na segurança

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Os alvos preferidos dos ladrões e das prostitutas jovens são os quase mil atacadistas cadastrados, proprietários de lojas e pontos na Ceasa. Cada um dos comerciantes movimenta em média R$ 50 mil nas madrugadas de grande fluxo. Quase todos têm segurança particular. Mesmo assim, não conseguem escapar dos bandidos. A maioria conta histórias dramáticas de ataques dos ladrões que chegam em bando, agem rápido, discretamente, sem chamar a atenção dos PMs que fazem ronda dentro e fora da Central de Abastecimento. Um dos poucos atacadistas que aceitaram falar sobre o assunto foi Léo José Dalpiez, que comercializa frutas importadas e possui um espaço com frigorífico. Sem fornecer muitos detalhes, disse que ao ser atacado não teve como reagir. Os ladrões chegaram em grupo, renderam ele, os funcionários, levaram dinheiro e cheques. Léo não revelou o volume do prejuízo para não chamar a atenção de outros criminosos da região, mas admitiu que foi uma soma considerável. ?Eles [os ladrões] agiram muito rápido, e a gente não teve tempo de esboçar nenhuma reação?. O comerciante prestou queixa na polícia, mas não conseguiu identificar os criminosos e nem recuperar parte do prejuízo. Como a maioria dos comerciantes que já foi roubada, Léo pediu reforço na segurança e a instalação de uma agência bancária dentro da Ceasa. ?Muita gente trabalha aqui com dinheiro vivo ou cheque. Uma agência bancária reduziria os ataques dos ladrões?, acredita. Iran Bonfim é outro comerciante que já foi roubado. Ele aceitou falar, porém pediu para não ser fotografado. Além da insegurança, reclamou também da falta de mobilidade urbana na cidade. ?Muita gente não vem comprar aqui por causa da insegurança, do problema da mobilidade urbana, do trânsito pelas avenidas Durval de Góis Monteiro e Fernandes Lima. Quer dizer: é só prejuízo?. O comerciante também fez coro com os outros colegas que reivindicaram a instalação de uma agência bancária e o reforço da segurança na Ceasa, principalmente nos dias de maior movimentação de mercadorias. Apesar do perigo, feirantes e atacadistas madrugam na Central em busca dos melhores produtos. Geralmente, trabalham com dinheiro. O comércio atacadista movimenta em média 80 mil toneladas em alimentos a cada dia de grande circulação de mercadorias. É fácil encontrar comerciante que já foi vítima dos ladrões dentro da Central de Abastecimento de Alagoas.

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