Cidades
Local também tem problemas de higiene
Além da insegurança, os comerciantes reclamam, também, de problemas na manutenção. Nos dias de movimento de mercadorias, a Central de Abastecimento mantém de forma precária a higiene nos galpões e nas áreas de livre movimentação. Os banheiros são mal conservados e precisam de reparos na parte hidráulica. No chão, muita sujeira. As comerciantes são as que mais reclamam. ?Isto aqui é uma imundície. Vão lá no banheiro para vocês verem a situação?, reclama a comerciante Cícera dos Santos, que trabalha com abóbora e melão trazidos do Sertão de Pernambuco. Com uma área de 8.541,8 metros quadrados, a Central de Abastecimento de Alagoas já esgotou a capacidade de ampliação e começa a registrar problemas de manutenção e prejuízos, porque não pode melhorar as acomodações e não tem como oferecer novos negócios, admite o gerente operacional de mercado da Ceasa, Jefferson de Amorim Vasconcellos. Toda a área da Central está ocupada por mais de 500 comerciantes cadastrados: 290 empresários ocupam 4,5 mil metros quadrados divididos em lojas; 226 atacadistas trabalham nos galpões e espaços livres. Os espaços de trânsito de caminhões e de pessoas são divididos em áreas minúsculas identificadas por ?pedras? para comércio de pequenas quantidades de mercadorias. Grandes atacadistas de Alagoas e estados vizinhos tentam locar espaços, no entanto, não conseguem. ?A gente está com toda a área esgotada. Não tem mais como crescer e nem fazer novos negócios de locações?, admite Jefferson Vasconcellos.