Cidades
Governo contesta dados do Unicef
Para cada grupo de 1.000 adolescentes, 9,37 correm o risco de não atingir os 19 anos em Maceió, segunda capital brasileira mais violenta e perigosa para um adolescente. A informação, já contestada pelo governo de Alagoas, está no Índice de Homicídios na Adolescência (IHA) divulgado pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) no Brasil, nessa quarta-feira, 11. Das dez capitais mais violentas do Brasil para um adolescente, sete são da região Nordeste. Fortaleza, com índice de 10,94 adolescentes/1.000, lidera o ranking, que se baseia em dados de 2014 extraídos do DataSus, órgão federal que concentra as estatísticas oficiais sobre o número de mortos no Brasil. Maceió é a vice-líder. Para Fabiana Gorestein, especialista do Unicef em proteção à criança, a maioria dos adolescentes em situação de risco vive em áreas carentes de estruturação e nem sempre tem acesso à escola de qualidade. ?Investimentos em inclusão escolar e na estruturação de áreas (periféricas) são essenciais aos adolescentes?, afirmou. Ainda de acordo com a pesquisa, Alagoas também ostentou, até 2014, a vice-liderança na estatística de homicídio na adolescência, com índice de 8,18. Ficou atrás apenas do Ceará (8,71). A performance alagoana é 9,85 vezes maior do que a registrada no estado de Santa Catarina (0,83), na região Sul do Brasil.