Cidades
Muita alegria no parque e na favela
Um dia dedicado a elas, que deveria ser para todas elas. O sorriso de uma criança é a expressão mais próxima da alegria, inocência e espontaneidade e podia ser encontrado ontem no Parque Municipal de Maceió, na orla marítima e nas ruas. 12 de outubro é uma das datas mais aguardadas desse público que deveria desconhecer as agruras da vida e viver o presente. Se não tem bicicleta nova ou a boneca dos sonhos, vive-se com a realidade que se tem. O Parque Municipal de Maceió, em Bebedouro, recebeu visitantes especiais, muitos deles já foram ali várias vezes e querem repetir. A Rua Fechada da orla marítima da capital tradicionalmente reuniu muita gente ? pais e filhos ? e nas ruas dos bairros que carecem de estrutura mínima, as crianças sonhavam com os presentes que queriam possuir, mas não havia olhar entristecido não. Por mês, o Parque Municipal de Maceió recebe cerca de 2 mil visitantes. Seus mais de 80 hectares de Mata Atlântica tinha atrativos para a garotada. ?Não é a primeira vez que trago ele aqui. É um ambiente tranquilo. Gosto muito de vir e ele também. Sempre venho e pretendo fazer o aniversário dele aqui?, conta a nutricionista Moema Ferro. ?Fizemos hoje uma programação especial preparada especialmente para o Dia das Crianças com brincadeiras. Estamos abertos para o público em geral. Tivemos alguns danos por causa das chuvas e estamos passando por reparos que devem ser finalizados até o fim do ano. O parque é uma ótima opção porque vemos que não só temos a praia que é de graça?, contou o secretário municipal de Desenvolvimento Sustentável, Gustavo Acioli. Os irmãos Lara e Guilherme, de 4 e 6 anos, também já estiveram no parque antes. Voltar sempre é bom para quem fica tão deslumbrado com a variedade da fauna e flora. ?Foge um pouco da rotina daquele ambiente urbano. É bom vir porque aprendemos a valorizar a natureza?, conta Manoela Lima, terapeuta ocupacional, mãe de Lara e Guilherme. ?Quando vim na primeira vez já gostei daqui. Até plantei uma árvore e o que gostei mais foi do bicho-preguiça?, conta Guilherme.