Cidades
Bacias hidrogr�ficas em AL sofrem degrada��o
O levantamento das condições físicas e ambientais das bacias dos rios Poxim, Niquim, São Miguel e Jequiá foi apresentado na última quinta-feira pela Consultoria, Estudos e Projetos (Cohidro), no município da Barra de São Miguel, a 35 Km de Maceió. A primeira audiência pública para o plano diretor dessas bacias reuniu vários segmentos da sociedade ligados à pesca, agricultura, usinas, universidade e poder público. De acordo com os estudos apresentados, atualmente a oferta das bacias atende a demanda, mas é necessário começar a preservar a região. Das bacias analisadas, o Niquim está em melhores condições de preservação, mas já foram detectados sinais de desmatamento e degradação ambiental. A situação mais preocupante é da Bacia do Rio São Miguel. Nessa bacia está situado o maior número de cidades em relação às outras estudadas. A poluição urbana provoca um elevado índice de coliforme fecal. Os recursos para a realização do diagnóstico pela Cohidro são do Proágua sendo a contratante a Secretaria Executiva de Meio Ambiente, Recursos Hídricos e Naturais (SEMARHN). Durante o encontro, os organizadores propuseram três grupos para levantar problemas e sugerirem soluções. Participaram da audiência representantes das cidades de Barra de São Miguel, São Miguel dos Campos, Anadia, Jequiá, Campo Alegre, Coruripe, Roteiro, Boca da Mata e Marechal Deodoro. O secretário executivo de Meio Ambiente, Recursos Hídricos e Naturais, Anivaldo Miranda, ressaltou a importância da contribuição sistemática da sociedade em eventos como esse e de se tomar providências urgentes em relação à questão da água. ?Cerca de 16 países do mundo já vive o drama da água atrapalhando o desenvolvimento?, comentou. Grupo Os participantes da audiência pública foram divididos em grupos de acordo com as bacias hidrográficas, tendo como referência a localização das cidades. Alguns dos problemas apontados pelas equipes foram: retirada da areia dos rios, esgoto jogado nos rios desde a nascente, desmatamento, exploração da água do solo, mapeamento dos pontos de produção de água que podem estar desprotegidos de reflorestamento, ocupação desordenada das cidades, rios e ocupação de loteamento que merecem fiscalização. Segundo os participantes, algumas das soluções são educação ambiental em todos os municípios, incentivo à pesca, fiscalização dos órgãos municipal, estadual e federal e fábricas de reciclagem para retirar o lixo das encostas.