Cidades
Familiares penam por consulta psiquiátrica
Familiares de pacientes psiquiátricos que dependem de remédios e consultas acamparam mais uma vez, nessa segunda-feira, 16, à porta do Hospital Escola Portugal Ramalho, situado no bairro do Farol, em Maceió. Eles aguardam por consultas marcadas desde janeiro deste ano. Segundo relatos dos parentes, os portões foram fechados novamente ?sem nenhum motivo?. Uma das pessoas relatou não saber contabilizar o número de viagens que deu até a unidade psiquiátrica para conseguir uma consulta ou um remédio. ?Isso daqui é uma falta de respeito com quem depende, exclusivamente, de medicamentos controlados e de consultas periódicas. Enquanto o hospital não dá uma resposta satisfatória, existem pessoas nervosas, em cima de uma cama, sem nenhuma assistência do Estado?, desabafou ela, citando que todos aguardam consultas desde janeiro deste ano. Ainda segundo ela, o hospital não aponta nenhum motivo do não atendimento, bem como trata com desprezo pacientes e seus familiares. ?O próprio segurança fechou a porta na nossa cara. Tem pessoas que vieram do interior, como Matriz de Camaragibe, chegando aqui às 4h. Ou seja, deram viagem perdida, porque, mais uma vez, não serão atendidas. Queremos uma resposta, pois a situação é preocupante?. Dezenas de famílias, indignadas, permaneciam à porta do hospital, todas com comprovantes de consultas marcadas em diversas datas durante o ano, o que ainda não se concretizou. A assessoria de comunicação do Portugal Ramalho confirmou que há uma carência de médicos do ambulatório, mas que o próprio hospital montou uma força-tarefa para conseguir marcar as consultas. No último dia 9, os familiares de pacientes tiveram suas consultas remarcadas até janeiro do próximo ano.