Cidades
Oficial defende integração policial
Para evitar que a situação do tráfico de drogas em Alagoas fique semelhante à guerra que ocorre no Rio de Janeiro, o tenente-coronel Marlon Batista de Araújo, comandante da Rádio Patrulha (RP), defende a integração efetiva das ações dos governos federal, estaduais e municipais. Em matéria publicada no fim de semana, a Gazeta de Alagoas já mostrou o legado da sintonia entre as forças policiais locais: mais de nove toneladas de drogas apreendidas nos últimos três anos. ?O crescimento da violência no País piora desde a guerra declarada das facções que disputam o tráfico de droga nos estados. O Comando Vermelho (facção criminosa do Rio de Janeiro) e o Primeiro Comando da Capital (PCC, de São Paulo) disputam território. Em Alagoas, os criminosos se concentram na região metropolitana de Maceió e na região de Arapiraca. Mas a gente sabe que tem tráfico em todo o Estado?, analisa o tenente-coronel Marlon Batista de Araújo. Embora reconheça como preocupante a situação do tráfico, ele garante que a situação está contida e com redução significativa de envolvidos. As estratégias de ação integrada com a Secretaria de Ressocialização e da Segurança Pública no Sistema Penitenciário têm possibilitado a desarticulação de grupos e impedem os criminosos articulados dentro dos presídios de comandarem quadrilhas do lado de fora. ?A disputa dos grupos é pelo controle do tráfico de droga e de armas. A maioria dos chefões de Alagoas está no sistema prisional e é de lá que eles tentam manter os territórios. Mas estão perdendo terreno. As prisões de envolvidos com o tráfico ocorrem diariamente. O nosso problema agora é falta de vagas nos presídios e delegacias?, reforça o comandante da RP. A meta não é pegar apenas os ?aviões? e ?soldados? do tráfico. O objetivo do serviço de Inteligência é levar a polícia aos grandes atacadistas da droga. A última apreensão da RP foi de 150 quilos de maconha e crack, numa abordagem de rotina. ?Estamos chegando à apreensão de 980 quilos de maconha e ainda faltam quase dois meses para o ano acabar. Ao mesmo tempo que a gente provoca um abalo financeiro grande nas facções de criminosos, é preocupante a quantidade de droga apreendida?, disse o coronel Marlon.