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Médicos podem ficar sem emprego

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Quando os cinco cursos de Medicina existentes em Alagoas atingirem a capacidade plena de formação de até 450 profissionais por ano, é provável que os novos médicos tenham dificuldade para conseguir emprego em Alagoas, segundo avaliação do médico Fernando Pedrosa, presidente do Conselho Regional de Medicina (Cremal). ?Alagoas tem cinco cursos de Medicina em funcionamento. Daqui a três anos, a capacidade de formação dos profissionais atingirá os 450 por ano. Hoje, é de 130. Quando a plenitude for atingida, vamos ter problemas no que se refere a campo de trabalho para absorver alguns destes profissionais?, avaliou Fernando Pedrosa, em referência ao Dia do Médico, celebrado em 18 de outubro. A perspectiva de cenário adverso, ou não tão favorável como até alguns anos atrás, seria consequência do cenário econômico brasileiro. ?Muita gente abandonou os planos de saúde privados?, diz Pedrosa, segundo o qual o setor privado cresceu muito, mas vivencia certa estagnação por causa da crise financeira nacional. Considerando o serviço público ?ainda decadente e sem perspectiva de melhora?, na avaliação de Pedrosa, a alternativa de sobrevivência e de empregabilidade para os novos médicos pode ser a chamada ?medicina popular?, a partir de investimentos em estruturas de assistência em comunidades menos abastadas. Atualmente, 4.700 médicos estão inscritos no Conselho Regional de Medicina em Alagoas. Destes, 3.500 têm domicílio em Maceió. 150 residem em Arapiraca, no Agreste. Alguns poucos vivem em Santana do Ipanema, São Miguel dos Campos, Palmeira dos Índios e Delmiro Gouveia, por exemplo.

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