Cidades
Servidores denunciam assédio moral à Sesau
Um ambiente que deveria tratar as pessoas virou um gerador de doenças. Servidores do ambulatório Noélia Lessa, em Maceió, relatam há meses denúncias sobre assédio moral praticado pela coordenação de Enfermagem da unidade. Ontem, durante uma reunião, cobraram ? mais uma vez ? um posicionamento da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau). Mário Jorge Filho, presidente do Sindicato dos Auxiliares e Técnicos de Enfermagem de Alagoas (Sateal), declara que a situação dentro do Noélia Lessa é insustentável. ?Os servidores procuraram o sindicato se queixando do tratamento da coordenação de enfermagem sobre humilhação e total desrespeito. Então, nós procuramos a Secretaria de Saúde para que tomasse providências e até a presente data nada foi feito?, contou Mário Jorge. Segundo o presidente do Sateal, o clima na unidade de saúde é de insatisfação. ?Inclusive já formalizamos até para o secretário de Saúde através de abaixo-assinado a saída da coordenadora de Enfermagem do cargo que ela ocupa. Fizemos a denúncia em julho deste ano, quando oficialmente encaminhamos para a secretaria o pedido de providência?, acrescenta. O abaixo-assinado que pede a saída da coordenadora foi referendado por 26 servidores públicos que atuam como técnicos e auxiliares de enfermagem no Noélia Lessa, de acordo com Mário Jorge. ?É humilhação. Total falta de respeito para com os trabalhadores da unidade. Perseguições. Então o sindicato de posse dessa demanda encaminhou para o Ministério Público do Trabalho para investigar a possibilidade de estar havendo assédio moral ou não. Mudanças de escala súbitas, sem prévia comunicação. O comunicado chega aos servidores através de terceiros, nunca direto dela. Chamadas de atenção na frente de pacientes?, enumera o presidente da entidade. Simone Duarte é técnica de enfermagem no ambulatório Noélia Lessa há 13 anos e, ontem, aguardava o desfecho da reunião na Sesau, em Jaraguá, junto a outros colegas de trabalho. ?A coordenadora não ia trabalhar, não dava plantão, e delegou dois auxiliares para fazer a função dela. Ela pratica assédio moral. Persegue alguns e beneficia outros. São palavras humilhantes, sobrecarga de trabalho e intimidação. A questão não é pessoal, é profissional?, relata.