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Auditores do trabalho param atividades em AL

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Se já era deficiente por causa da falta de estrutura, o combate ao trabalho escravo em Alagoas tende a ficar ainda mais difícil após a alteração das regras para inclusão na ?lista suja? de empresas que fomentam o trabalho forçado, restringem a locomoção de trabalhadores e os submetem a jornadas laborais além do permitido. ?Esse governo está de mãos dadas com quem escraviza trabalhador no Brasil?, criticou o procurador-chefe do Ministério Público do Trabalho em Alagoas (MPT-AL), Rafael Gazzaneo, referindo-se à mudança de regras que garantiu ao Ministério do Trabalho o poder de decidir como será composta a lista contendo nomes das empresas que usam trabalho escravo em todo o território nacional. ?Diante do flagrante de trabalho escravo, o auditor lavrava o auto de infração e atestava a ilegalidade. Agora, o governo quer a presença de policial e a lavratura de boletim de ocorrência com farto registro fotográfico. A exigência é proposital e tem por finalidade dificultar o combate à escravidão moderna?, alerta Gazzaneo. Se já são poucos os fiscais em Alagoas, pouco mais de 20 em atividade, as novas exigências do governo tendem a inviabilizar o trabalho de fiscalização, avalia o procurador. ?Se não houver policial, a fiscalização deixa de ser realizada??, questiona. ?A portaria imposta pelo governo desrespeita a legislação?, completa. Reflexo da mudança de regras, justificada por critérios políticos, os auditores do trabalho resolveram paralisar atividades por tempo indeterminado. A mobilização segue orientação do Sindicato Nacional dos Auditores-Fiscais do Trabalho (Senait), que exige a revogação da portaria, festejada pela bancada ruralista.

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