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Pesquisa revela que graduando dorme mal

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Tem sido recorrente o alerta de profissionais da saúde sobre o sofrimento psíquico em graduandos e pós-graduandos no País. Estudantes em Alagoas também têm enfrentado essas condições, conforme pesquisa efetuada pela enfermeira Mônica Valença Alencar - que concluiu que 87% dos alunos pesquisados não dispunham de uma qualidade de sono considerada aceitável. A pesquisa foi realizada com 238 estudantes do curso de enfermagem na Universidade Tiradentes (Unit), e apenas 13% apresentava uma qualidade de sono considerada ?boa?. ?No meio dos 87% que apresentaram a qualidade ruim, mais de 20% já estavam com distúrbios de sono?, ressaltou Valença. Segundo a pesquisadora, a qualidade de sono dos estudantes é diretamente comprometida por uma dinâmica sobrecarregada de trabalho e estudos. ?A gente pensa no estudante que precisa ter toda a rotina de estudo, uma sequência de demandas que precisa estudar, além da frequência de aulas. E, muitas vezes, o público que participou da minha pesquisa precisava custear o estudo. Precisava trabalhar e estudar, tendo essas duas rotinas?, explica. Quando se pensa no público feminino, os problemas são ainda mais agudos. ?O trabalho fora e os estudos se misturam com uma rotina de trabalho em casa. Uma jornada que pode ser quádrupla, se ela tiver marido ou filhos?, esclarece. ?Em geral, os homens não são envolvidos nessas atividades como as mulheres e, por isso, já há pesquisas que mostram que as mulheres precisam de 30 minutos a mais de sono, em decorrência da sobrecarga?. Entre a rotina, a produtividade, os prazos e a falta de um momento de descanso efetivo, uma série de outros problemas terminam reverberando no cotidiano dos estudantes. ?Dentro dessa péssima qualidade de sono, ocorrem outros distúrbios que refletem no dia a dia, como a falta de concentração, a sonolência excessiva diurna, a irritabilidade maior e outros problemas que podem estar envolvidos?, comenta.

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