Cidades
Reunião define ações de combate à violência em escolas públicas
Representantes de instituições ligadas à Segurança Pública e à Educação participaram de uma reunião, nessa segunda-feira, 23, no Ministério Público Estadual (MPE), para tratar da questão da violência nas escolas da rede pública de ensino. Durante a reunião, conduzida pelas promotoras de Justiça Alexandra Beurlen e Dalva Tenório, foi definida a realização de uma ação integrada nas unidades de ensino. A ação terá durabilidade mínima de um ano e começará a ser realizada na Escola Municipal Dr. Denisson Luiz Cerqueira Menezes, localizada no bairro Cidade Universitária, e na Escola Estadual Dom Otávio Barbosa Aguiar, situada no Benedito Bentes. Há um ano e meio vêm sendo realizadas reuniões com órgãos públicos do Estado a fim de serem apresentados levantamentos sobre a situação da estrutura e segurança nas escolas. Na tarde de ontem, parte do cronograma do projeto foi estabelecido e, a partir de novembro, atividades como aulas de música e palestras, entre outras ações de saúde, assistência social, educação e de segurança, serão realizadas nas duas unidades de ensino. Na reunião, representantes de órgãos presentes ainda expuseram sobre trabalhos que já estão sendo realizados e sobre as maiores dificuldades que a educação enfrenta em Alagoas. Segundo Maria dos Prazeres Batista, representante do Sindicato dos Trabalhadores da Educação de Alagoas (Sinteal) e delegada de base da Confederação Nacional dos Trabalhadores e Educação (CNTE), a maior dificuldade que a educação em Alagoas enfrenta é a desvalorização profissional. ?Os trabalhadores em educação no Estado ganham pouco, sofrem assédio moral, há sobrecarga de trabalho e, grande parte deles, sofrem com depressão, ansiedade e outros problemas de saúde. Então, fica a pergunta de como um profissional, nesse contexto, pode ajudar melhor um aluno??, frisa. Maria dos Prazeres também relatou que o tráfico de drogas está muito frequente nas instituições de ensino e que, muitas vezes, meninas de cerca de 12 anos se tornam namoradas de traficantes e a droga passa a entrar com facilidade nas escolas. O tenente-coronel e comandante do Batalhão Escolar (BPESC), Silvestre Soares, reconheceu que muitas escolas estão localizadas próximo a áreas conhecidas como ?bocas de fumo? e que alunos já foram abordados dentro das instituições portando armas ou drogas. * Sob supervisão da editoria de Cidades