Cidades
Estado e município se mobilizam no combate ao Aedes aegypti
A redução na média dos casos de dengue em Alagoas ? de 995 por mês, em 2016, para 206 nos dez primeiros meses de 2017 ? não garante tranquilidade alguma às autoridades da área de saúde pública, porque o verão vem aí e a perspectiva de elevação dos criadouros do Aedes aegypti continua muito viva. ?Por uma conjunção de fatores, incluindo o excesso de chuvas, os números estão reduzidos. No entanto, estamos em alerta máximo por causa do início do verão. É justamente o período mais propício à proliferação do mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya?, alerta o biólogo Paulo Protásio. Supervisor do programa de controle de endemias da Secretaria Estadual de Saúde (Sesau), Paulo reforça que, como resultado das campanhas de conscientização, a população está mais atenta sobre como prevenir a proliferação do mosquito, mas diz que toda e qualquer cobrança continua sendo fundamental. ?Não adianta estocar água no período de verão se não se toma precaução com o correto tamponamento do reservatório, por exemplo. Não se pode negligenciar. É preciso muito cuidado?, diz o biólogo, chamando a atenção para a responsabilidade das prefeituras de Alagoas no trabalho de extermínio do mosquito. ?Cabe aos municípios ter quantidade suficiente de agentes para realizar as visitas domiciliares previstas na legislação do Sistema Único de Saúde?, avisa. O problema, apurou a reportagem, é que a relação entre habitantes e agentes de saúde nem sempre é satisfatória para a eficácia do trabalho preventivo. O problema é antigo e bem conhecido em Maceió. ?De fato, não temos agentes de saúde em quantidade suficiente para a realização do ciclo de até 6 visitas domiciliares por ano?, confirma José Gilson, coordenador do Programa de Controle de Aedes aegypti da Secretaria Municipal de Saúde (SMS).