Cidades
Iphan mapeia casarios, mas não tem recursos para obras
Os técnicos do Iphan já têm um mapeamento dos estragos causados pelo temporal de maio passado. Eles têm projetos de recuperação das áreas e dos casarios tombados que foram atingidos pelo temporal no sítio histórico de Marechal Deodoro. Sabem, também, que não haverá recursos a curto prazo para execução desses projetos. A fiscal do Iphan que trabalha com uma equipe em Marechal Deodoro, arquiteta urbanística Joelma Farias, ao ser questionada a respeito das áreas mais atingidas, explicou que a cidade toda foi afetada. As comunidades mais próximas da Lagoa Manguaba sentiram prejuízo maior. O nível da água subiu muito, invadiu as casas, estabelecimentos comerciais e alguns pontos tombados. Com relação à primeira igreja do município, a de Nosso Senhor do Bonfim, do século XVII, no bairro de Taperaguá, a fiscal do Iphan revelou que ?a igreja não foi atingida pela cheia, mas está, há muito tempo, precisando de serviços de restauração. A ação tempo tem prejudicado o patrimônio e os problemas causados pela chuva reforçam necessidade de obras?. Os técnicos do instituto responsável pela preservação do patrimônio histórico reconhecem a necessidade de preservar a igreja que é a marca do primeiro povoamento da então vila de Santa Maria Madalena. Com relação a preservação do pátio da igreja, Joelma Farias explicou que a obra foi iniciada pela prefeitura, está em fase de ajuste de projeto, e não é o Iphan que executa.