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Ameaça a acervo de Marechal Deodoro aumenta após chuvas

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A história viva expressa no acervo arquitetônico da cidade berço do proclamador da República, Marechal Deodoro da Fonseca, precisa de recursos federais para evitar a descaracterização lenta, com novas construções comerciais e residenciais. Desde o tombamento da cidade em 2006, os imóveis precisam obedecer padrões da arquitetura do período colonial. A fiscalização é forte e não pode haver vacilo. A ameaça ao rico patrimônio urbanístico aumentou depois das chuvas da segunda quinzena de maio. Elas danificaram e comprometeram parte das estruturas de casarios e prédios datados dos séculos XVII, XVIII, XIX. Ameaçaram acervos culturais relevantes da história nacional. A prefeitura faz o que pode. Mas até o momento não recebeu nenhuma ajuda federal para investir na manutenção do sítio histórico. Mesmo assim, não fica parada e tenta manter os casarios. Com recursos próprios, promete investir R$ 4 milhões para ?salvar? imóveis residenciais e impedir que os proprietários promovam reformas que modifiquem a estrutura original da cidade que tem sua história registrada a partir de 1.600. Com relação ao acervo arquitetônico tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), se depender de recursos federais na gestão do presidente Michel Temer, corre sério risco. Funcionários do Iphan em Alagoas não veem possibilidade de chegar dinheiro federal para recuperação e preservação em curto ou médio prazo.

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