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Patrimônio histórico pede socorro

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A primeira capital de Alagoas guarda em cada canto do território uma amostra forte da religiosidade que reinava no País a partir de século XVII. As ruas que ligam os templos são as principais, atraem turistas e pesquisadores de diversas partes. Nelas, hoje, estão o retrato dos estragos causados pela chuva e a cheia da Lagoa Manguaba. O mato e o mofo tomam contam das paredes, dentro e fora das igrejas mais antigas. O patrimônio ameaçado pede socorro. Se houver novo temporal, pode resultar em consequências dramáticas para a população e para a história. Na Rua Ladislau Neto, onde encontra-se a Igreja de Nossa Senhora do Amparo, iniciada em 1757 e concluída em 1860, até a placa de identificação está parcialmente destruída. O mato toma conta da fachada superior do templo. Perto da Igreja do Rosário, de 1886, alguns casarios vizinhos estão escorados com madeiras e com riscos visíveis de desabamento. A autônoma Cristina Cardoso, moradora do número 24, na mesma rua, já esteve na prefeitura, conversou com os representantes de Iphan e pediu literalmente ?socorro?. Duas casas vizinhas da casa dela desabaram e só ficou em pé a parede da frente dos imóveis. ?As paredes estão caindo. O local cheio de escombros serve para criar ratos, escorpiões, mosquitos e ameaça prejudicar ainda mais a minha casa. A gente não consegue encontrar os proprietários. Não sei mais para quem apelar?, desabafou Cristina ao mostrar outras casas de arquitetura antiga na mesma situação de abandono. ?Como a área é tombada pelo Patrimônio Histórico, qualquer tipo de intervenção ou de reforma não pode desobedecer as características da arquitetura colonial. As obras precisam ser autorizadas pelos órgãos que cuidam do tombamento da cidade, pela prefeitura e pelos fiscais responsáveis pela manutenção do sítio histórico?, afirmou o secretário de Comunicação da prefeitura, jornalista e professor Luiz Moisés.

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