Cidades
Número de casos de hepatite cresce em AL
Ao contrário do que ocorre com a Aids, os números da hepatite são subnotificados em Alagoas. Significa dizer que, provavelmente, as estatísticas não correspondem à realidade da doença no Estado. Oficialmente, o número de casos aumentou de janeiro a setembro deste ano, na comparação com o mesmo período do ano passado. Segundo a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), neste ano foram registrados 36 casos da doença, contra 26 em 2016. Porém, esses números não refletem a realidade. ?Os casos de hepatite em Alagoas estão aquém do que a gente acredita que de fato existe?, reage a coordenadora do Programa de Combate às Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs), farmacêutica Mona Lisa Santos. De São Paulo (SP), onde participa como representante de Alagoas da Cúpula Mundial de Hepatites 2017, evento promovido pela Organização Mundial de Saúde (OMS), Mona Lisa disse à Gazeta que, por iniciativa das autoridades de Saúde, este ano o Estado decidiu incluir o teste de hepatite nos exames da atenção básica e, provavelmente por isso, tenha havido aumento no número de casos. A coordenadora revela que, enquanto 98 dos 102 municípios alagoanos fazem controle e acompanhamento dos casos de Aids, somente agora, após ação da Sesau junto aos municípios, chegou a 56 o número daqueles que fazem o teste na atenção básica e notificam os diagnósticos de hepatite. ?Na atual gestão foi decidido implantar os testes e, em parceria com os municípios, garantir a notificação, pois vemos que, na realidade atual, os casos praticamente não são registrados?, disse Mona Lisa.