Cidades
São José acolhe 80% da demanda
Não há previsão para construção de cemitérios ou crematórios públicos em Maceió. Enquanto isso, mais de 80% da demanda é acolhida atualmente no Cemitério São José, no Trapiche da Barra, que chega a realizar em média de dez a doze sepultamentos por dia. Para evitar a suspensão do serviço, a prefeitura adotou agendamento e rodízio, conforme acerto feito com instituições como o Ministério Público Estadual, que cobrou solução para a falta de vagas. Rogério Barros, coordenador de cemitérios de Maceió, afirma que a situação nos cemitérios públicos está normalizada. ?A gente só está fazendo tudo por agendamento. Tem que ter a liberação no IML porque tem que registrar o óbito. Está normal. Como o São José atende 80% ou mais, fica mais fácil fazer o agendamento. Ficou mais organizado?, esclarece Barros. Antes, segundo o coordenador, parentes registravam logo no cartório, sem seguir trâmites, o que gerava confusão com vários sepultamentos no mesmo horário. ?Tudo hoje é agendado, já que antes eram vários enterros ao mesmo tempo. Quando pegar liberação do IML, tem que ir ao São José, que vai dar o horário, pegar a vaga. Já os outros cemitérios geralmente têm mausoléus próprios?, disse Barros. Para organizar o fluxo de sepultamentos e não faltar vaga, a coordenação de cemitérios cumpre o cronograma de três anos para remoção dos restos mortais, procedimento feito com a presença da família. ?A gente está cumprindo esse cronograma. Após três anos, a gente tem o direito de remover, com ou sem a presença da família. Foi um acordo com o Ministério Público e o pessoal acatou e já tinha esse artigo na lei?, afirma. Sobre a situação do Divina Pastora, para onde são levados indigentes, Barros afirma que ?a gente está cumprindo TAC feito no começo do ano, fazendo os sepultamentos e as remoções?, acrescenta.