Cidades
Cirurgião alagoano é destaque nacional
Mesmo do alto dos seus 40 anos de exercício da medicina, o cirurgião Antônio de Pádua não vacilou ao buscar entre colegas de todo o País alguém que já tivesse feito o procedimento. Queria informações seguras, para evitar contratempos além dos inevitáveis. O que conseguiu ajudou, mas foi mesmo a segurança de sua equipe que garantiu que a cirurgia de um paciente com órgãos invertidos fosse exitosa. Mas, ainda, a cirurgia de paciente com Situs Inversus Totalis (os órgãos dentro do corpo ficam localizados do lado oposto do que é normalmente ? como uma imagem de espelho) deu ao médico alagoano o primeiro lugar entre centenas de trabalhos apresentados no XVIII Congresso Brasileiro de Cirurgia Bariátrica e Metabólica, realizado pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM), em Florianópolis, Santa Catarina, entre os dias 4 e 7 de outubro último. Com a premiação, o cirurgião Antônio de Pádua foi habilitado para o congresso internacional que será realizado em Dubai, nos Emirados Árabes, em setembro de 2018. Operar um paciente de 48 anos, pesando 148 quilos, com problemas de vesícula, diabetes e com os órgãos inversos foi, indiscutivelmente, um desafio. Mesmo para um profissional com a experiência do alagoano Antônio de Pádua, especialista em cirurgias bariátrica e metabólica, que tem em seu currículo mais de 5 mil cirurgias realizadas. A cirurgia, chamada de capela por videolaparoscopia, foi realizada em 2016 e durou duas horas e meia, quase duas horas a mais que o tempo num paciente normal, ou seja, sem os órgãos invertidos. O coração e estômago do paciente operado são do lado direito, o fígado do lado esquerdo, uma anomalia que, explica Pádua, ocorre com 0,01% das pessoas no mundo.