Cidades
Escolas asseguram inclusão de surdos
A prova de redação do Enem 2017, aplicada no último domingo, 5, gerou polêmica, em decorrência do tema escolhido pelo Ministério da Educação (MEC). Os candidatos ao Exame Nacional do Ensino Médio tiveram que discorrer sobre ?Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil?, tema definido pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), responsável pela aplicação do Exame. Muitos candidatos discordaram da escolha, considerando a diversidade de questões que marcam os cenários nacional e internacional no momento, e outros se emocionaram com a abordagem escolhida. Polêmicas à parte, o tema deu visibilidade aos surdos e à necessidade de inclusão deles como pessoas com direitos. Direitos que começam pela garantia de acesso ao ensino público desde a educação infantil até a universidade. Na rede pública estadual, a inclusão de alunos surdos ou com algum tipo de deficiência auditiva já é uma realidade. Aliás, as escolas públicas de Alagoas têm matriculados 1.900 alunos com deficiências diversas. São cegos, surdos, deficientes físicos e intelectuais. Desse total, a estimativa é de que 300 sejam surdos ou tenham algum grau de deficiência auditiva. ?A situação já foi bem difícil para esses segmentos, mas hoje temos garantia de acessibilidade, com intérprete de Libras nas salas de aulas, e outros recursos que facilitam a capacidade de aprendizagem?, afirma a supervisora de Educação Especial da Secretaria de Estado da Educação (SEE), Lorena Leão. Os alunos da rede pública, acrescenta ela, são assistidos da mesma forma que na rede privada. Toda vez que recebe um aluno com surdez, a escola se obriga a comunicar à Gerência de Ensino de sua região e a solicitar o intérprete de Libras. ?O papel dos pais é matricular, e o nosso dever é assegurar a esse alunos as condições de aprendizado?, disse ela.