Cidades
Organizadoras pouco ajudam à polícia
No começo eles não tinham critério. Chegavam em cursinhos, anunciavam nas redes sociais, corriam mesmo atrás de pessoas interessadas em comprar uma vaga em algum concurso. O resultado não foi outro: pessoas foram denunciadas e presas. Aprendendo com os erros, os irmãos Borges deram início à ?empresa sólida?, com 12 anos de mercado, e movimentaram R$ 29 milhões ao aprovar mais de 500 pessoas em concurso da seguinte forma: nenhuma informação dos envolvidos era fornecida, mas os membros obtinham o máximo de dados dos interessados, segundo Lucas Sá. ?Eles se encontravam em locais públicos, restaurantes, praças. Pegavam os dados das pessoas sem nem sequer dizer seu nome. Eles conversavam um bom tempo com os candidatos antes de aceitá-los na organização criminosa, e só depois de sentir que a pessoa não os denunciaria?, contou o delegado. ?Os candidatos tinham que dar um adiantamento de R$ 5 mil a R$ 15 mil, a depender do concurso?, revelou Lucas. Segundo ele, caso o candidato esboçasse qualquer reação de que poderia denunciar os envolvidos, eles começavam a ameaçá-los de morte, até porque parte dos membros eram também policiais.