Cidades
Técnicos da Ufal decidem parar
Reunidos ontem, os técnicos-administrativos da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) aprovaram o início de uma greve geral a partir desta sexta-feira, 10. Mobilizada pelo Sindicato dos Trabalhadores da Universidade Federal de Alagoas (Sintufal), a categoria decidiu cruzar os braços em defesa de diversas reivindicações. Eles seguem decisão da Federação de Sindicatos de Trabalhadores das Universidades Brasileiras (Fasubra-Sindical), que aprovou greve nacional para essa data. A entidade entende que ?a classe trabalhadora nunca presenciou tamanho retrocesso na retirada de direitos?. Nesse sentido, afirma Evilásio Freire, coordenador-geral do Sintufal, a categoria em Alagoas cruza os braços contra a ampliação da terceirização, as reformas trabalhista e do ensino, e a imposição de mais sacrifícios aos trabalhadores. A expectativa dele é que, já no início da greve, 70% da categoria adira à paralisação. A decisão da assembleia já foi comunicada à reitoria da Ufal, revelou o dirigente sindical. Segundo ele, a categoria é formada por 1.700 técnicos ativos, com 640 deles atuando no Hospital Universitário (HU), junto com trabalhadores contratados pela Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), empresa pública vinculada ao Ministério da Educação, criada em 2011 para administrar os hospitais vinculados às universidades. Decidida a greve, os servidores da Ufal esperam que outras categorias do funcionalismo público federal se integrem ao movimento, já que têm reivindicações semelhantes. Indagado sobre a adesão dos professores da própria universidade, Evilásio Freire disse que os docentes são autônomos, devendo se posicionar conforme seus próprios interesses.