Cidades
Greve de trabalhadores afeta atendimento no HU
Funcionários da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) decidiram deflagrar greve na manhã dessa segunda-feira, 13. Com isso, cerca de 60% dos trabalhadores que integram o quadro funcional do Hospital Universitário Professor Alberto Antunes (HUPAA) vão cruzar os braços. A previsão é de que a paralisação se estenda até o próximo dia 23. Porém, se não houver negociação, os profissionais da saúde deverão seguir em greve por tempo indeterminado. ?Os serviços administrativos e o atendimento ambulatorial devem parar cem por cento no HU. Apenas o atendimento interno deverá ser mantido?, explica Manoel Júnior, coordenador-geral do Sindicato dos Trabalhadores de Empresas Públicas Hospitalares (Sindserh). ?A nossa greve tem múltiplos motivos. Um deles é que, desde fevereiro, estamos pedindo reposição salarial referente a perdas inflacionárias. Reivindicamos, ainda, a inclusão da nossa federação na mesa de negociação coletiva de trabalho e a conclusão do Acordo Coletivo de Trabalho. Além disso, também estamos mobilizados em protesto contra as reformas trabalhista e previdenciária?, contou o sindicalista. Agora, o movimento dos trabalhadores da Ebserh em Alagoas vai se reunir com o Sindicato dos Trabalhadores da Universidade Federal de Alagoas (Sintufal), que iniciou greve na última sexta-feira, 10. Na oportunidade, os sindicalistas irão discutir, junto à superintendência do HUPAA, o calendário grevista de ambas as entidades. ?Amanhã [terça-feira, 14], vamos encenar o sepultamento da CLT [Consolidação das Leis Trabalhistas] e o chicoteamento de um trabalhador, relembrando a época do escravismo e simbolizando a forma impositiva que o governo Temer tem dispensado ao funcionalismo público?, revelou o coordenador do Sindserh. A Ebserh é uma empresa pública vinculada ao Ministério da Educação (MEC) e tem por finalidade gerenciar os hospitais universitários. * Sob supervisão da editoria de Cidades.