Cidades
Irmão da garota acusa hospital de negligência
Transtornado, o irmão de Débora Isis, Paulo Daniel, disse que sentiu os sinais vitais nela após o atestado de óbito ter sido emitido. Ele acusa de negligência o Hospital Vida, que declarou a morte da jovem de 18 anos sem acionar o Serviço de Verificação de Óbitos (SVO). O corpo dela foi encaminhado para o Instituto Médico Legal de Maceió, no bairro do Prado, para a realização de necropsia, após pedido feito pelo Ministério Público Estadual (MPE). O exame, realizado pela perita médica-legista Magda Vilela, comprovou que ela morreu no domingo, 12. As declarações foram feitas antes do resultado ser divulgado, por volta das 19h24 de ontem. Paulo Daniel havia dito que a família estava com dúvidas. ?Eu senti sinais vitais na minha irmã mesmo após o atestado. O corpo chegou em nossa casa às 20h30, ainda corremos para chamar um médico na Secretaria de Saúde do município. Ele olhou, disse que voltaria e não voltou. São tantos erros, tanta falta de assistência?, desabafou Paulo Daniel. AGONIA O corpo de Débora Isis Mendes de Gouveia chegou, no início da tarde de ontem, ao IML de Maceió, para o exame de necropsia. Dezenas de curiosos se juntaram à família da garota à porta do Instituto, no bairro do Prado. No caminho do município de Rio Largo até a capital, o corpo de Débora seria levado no veículo de uma funerária, no caixão fechado, mas, após protesto das pessoas que acompanhavam o velório, a urna seguiu aberta até o local do exame. Depois de horas de espera, a mãe dela continuava aguardando o resultado do exame, que somente saiu à noite. ?Foram muitas coisas, se tivesse tratado logo, não teria comprometido a infecção?, lamentou Tereza Cistina, que permanecia no IML.